sábado, 14 de novembro de 2015

Voa, gaivota!

Eu agora tô na estrada.
Vai.
Vai.

Está bem cedo. Eu ouvi sua voz aqui, agora. Minha mente ouviu você. Que coisa, não. 
Será? A dúvida é braço direito. A gaivota não tem dúvida para onde voa, ela é certeira. Sim, eu poderia ter sido também. A gavota voa. Voa a gaivota.

Eu me recordo, eu minha memória, eu presentifico meu passado. Eu te trago de volta, eu não te deixo ir. Eu presentifico a sua falta. Eu evidencio ela aqui e agora. Ela vira alvo. 

Voa, gaivotinha. Cresce! Voa! 

Com carinho, 

domingo, 18 de outubro de 2015

Na Rússia

Oi Rússia
Oi NHT

As pólvoras ficam a ponto de estourar.
Eu sinto às vezes uma sensação.
Para. Resposta. Respira. 
Faz a prática do um, dois. Se acalma respira não se mantém nesse lugar! 

Estou me transformando. Eu sei eu sinto. Me reconhecer me locomover de onde estou e para onde eu vou. Eu posso talvez mudar e é bom mudar demais. Se acalma, entende o outro, respeita o outro e entende que estão em momentos diferentes. Cada um no seu momento e os mais sábios entendem, compreendem e não se emergem junto. 

"Eu não sabia mais, eu não sabia!"

Cadê o amor, a mão que te pega, a mão que te ajuda, a mão que te aquece. 
Cadê meu amor, hoje eu estou te aceitando mais, te querendo mais. Aceitando mais você. Eu estou dizendo SIM pro mundo! Eu to dizendo SIM pro nosso amor! Não nado contra a maré.

Eu te amo. Eu te aceito. Eu te quero! 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Vai e vem

Alguns kilometros. 
Alguns momentos.
Expresso por você.
Apesar de tanto amor...

Não aprendi dizer adeus 
Mas tenho que aceitar
Que amores vem e vão 

Eu estou a caminho. Meu corpo, meu momento. 
Mas meu ser não está a caminho.
Minha mente não divaga tanto.
Minha mente tá na casa dele.

Não aprendi dizer adeus.
Hoje fechei tudo. Tá bem perto.
São cinquenta e sete.

Eu sei guardar a minha dor.
Eu penso na tua voz.
Amores vem e vão 
Eu clico. 
Eu respiro.
Pato.
Olho.
Vejo.
Revejo.

Eu estou bem.
Acho que sim.

Waleria 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Eu vou!

Meu sorriso saiu seco. Todo embriagado. Não dá pra esconder. O que será isso. Tua carência se faz presente! 
Aqui é que são elas. 
Eu queria te ver mas morro de medo.
Medo
Angustia
Alegria
Medo
Pânico 

Eu quero entender. Meu projeto em projeção. Tu será, então, o imaginário?
Tu será, então, minha vontade de pirar. Oh, o que mais tu será. Já não basta instigador de natureza.

Perturbação. Perturbar! Acalma! Sente! Refresca! 

Oh, lé! 

Ass, 

Glória 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ele manipula meu ego

Ele, o vento, se aproveita e coloca os pés na porta para vender as sus enciclopédias.
Ele se aproveita do meu "bom dia" e arrasta o pé. Mas, saudade dá e passa.

O vento diz, eu sinto falta de momentos
O vento diz, eu sinto falta de rir
O vento diz, eu sinto falta de brincar

Esse vento tá sentindo tanta falta, nem parece só carência.

Eu sou um vento de 7 dias melhor. Eu oxiginei meu vento em 7 dias, e melhor.
Eu não sou um vento suicida, mas quero fingir que sou um.

Eu sinto que ele enlaça meu ego para estar por perto. Olha, vento, isso não se faz.
Mas sem usar entrelinhas, como de costume, infla bastante ele, sim. Eu me acho o máximo.
E me acho o máximo dar de ombros.

O vento sente falta...
O vento sente alguma coisa...
O vente sente falta, né...

Sentir falta...


Com carinho,


Waléria

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O homem de verde

Hoje eu sorri, hoje eu extravasei.
Hoje, ao tocar o sino da Catedral, eu te vi lindo, sorrindo, de verde.

Eu vi o verde da tua blusa reluzindo como a luz do meu altar.
As minhas mãos gelavam.
Eu tremia.
Eu imaginei, eu quis, sim, por uns instantes.

O meu coração se encheu de alegria e de nervoso.
Nervoso nem tanto, mas ele se encheu.
Eu tive saudade, eu estou com saudades.

Eita!

É tudo fingimento, medo.
Eu podia sim falar contigo mais vezes.
Eu podia sim falar divertidamente, conversar
Eu podia tudo, eu só não posso por você.
Eu só não posso para nós.

Eu sou a saudade, eu te imaginei
Eu, com minha mente, te trouxe
Eu tremi quando falou
Quando tocou
Quando apareceu.

Eu tenho saudades, homem de verde.

Com amor.

Marrie J.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Aquieta

Te aquieta, menina. Aonde você vai com raiva e com mágoa?
Te aquieta, menina, quem vê pensa que não tem coisa vindo aí.
Te aquieta, minha flor, respira, canta e sorri.
Te aquieta menina que em breve chega o que você emaranhou.

Era uma noite, o súpeto, o ímpeto e a inquietude. O rancor daquele que é por vezes uma lembrança boa da amizade e da cumplicidade. Te aquieta que o tempo apaga as coisas e isso pode te machucar, menina. Não chora, não sofre. Queima o teu coração de amor, queima o teu coração com alegria, com esperança. Para sua boba, se acalma.

Menina de ouro
Menina morena
Menina moça
Aquieta
Te considera uma moça
Te considera um lá
Calma
Respira, moça
Menina ansiosa
Menina travessa
Menina mulher

Segue teu peito, teu coração, tua música, segue teu olfato, tua voz e tua essência, mulher.
Não se deixe com pertubações. Te acalma, mulher!

Te acalma, Fátima!

Com ternura,

Fátima M.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Fluir

Fluir como a água, como os ventos...
Fluir ou deixar rolar.

Fluir. Fluindo. Fluiu.

Respira, calma e deixa fluir.

Essa calmaria me excita de paixão, de desejo e de tortura, eu me sinto como uma pessoa prestes a fluir nessa vida. Mas, o meu fluir, nesse caso, é de alegria. Através do rigor, da prática e da total entrega. Para, olha o relógio e volta. Tic tac, tic tac. São nesse instante dezenove horas e dezenove minutos. Deixa fluir. Ouve o som calma, se espreita se alimenta e vai fluindo.
Ao amanhecer um dia novo se apresenta, se coloca e se encoraja de verdade, de reconhecimento e de prismas por você.
O dia novo se apresenta, chega, se apresenta como um dono.

Eu sou o sono que te aperta
Eu sou o sono que te chega.
Eu me aperto em sono
Eu sou um ventre livre
Eu sou eu
Eu sou você
Eu sou um pouco
Eu sou um pedaço
Eu fluo.

Eu sou andante e errante e eu fluo. FLUO. Eu F L U O. Eu FLUO. Eu F L U O.

F L U I Ç A D I S M O. um pleonasmo da fluição. Meu!

Com carinho,

Marta

sexta-feira, 3 de julho de 2015

E sou um elo

Hoje eu sou um elo.
Entre o que sou e o que desejo ser.
Hoje eu me encantei e me desencantei
O elo eu sou.

E por duas vezes me fui acometida por isso
Essa memória, mais corporal do que sei lá
Essa memória que me excita que me transforma
Eu sou essa memória do desgosto
Do entendimento

Eu começo a entender o motivo, a razão pela qual essa fissura vai, aos poucos, diminuindo, me comovendo, me transformando. Eu peço, eu rogo o novo.
Eu me encontro com o novo. Ah, o mundo se abriu nas possibilidades e eu vou nadar em todas elas.
Eu vou me agarrar em todas as forças e possibilidades. Eu me mudar, me mudar eu vou.

Hoje me importunaram
Hoje mexeram não
Hoje mexeram sim
Hoje eu quero ela
Hoje ela está diferente

Eu penso que há sempre um pouco de perversidade no mundo que te envolve e naqueles que havia alguma admiração. Eu quero a luz.Eu quero aquele que me confronta apoiando na cabicera da lealdade.

Eu quero tú, meu amado, tempo, meu amado denamó.


Com carinho,


Carolina.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Apesar de tanto amor


É uma noite como todas as outras. A ti me transfiro em pensamentos e energia. Meu ser está aí contigo ouvindo as tuas palavras. Pensando em você e em teus devaneios...

Coração que me esconde
Coração que me cerca
Coração que me bate

Oh, meu grande coração!
As tuas palavras já não bastam
Eu sou memória
Eu sou pedaços
Eu sou um tempo que se foi
Eu sou um tempo que ainda vem
Eu só não sou o agora.

Com pedaços de lapsos de pequenas partes partilhadas de nós eu me lembro aos poucos das rosas, das vilas, das chuvas, dos encontros e das vezes que nos perdemos. Ah, são inúmeras, até hoje, até quando.

Laura - Hoje, por você, eu faria diferente,
Jorge - Hoje, por você, eu teria medo.
Laura - Hoje eu pediria mais...
Jorge - Hoje eu sou o medo.


Com saudade e amor,

Júlia,