sábado, 14 de novembro de 2015

Voa, gaivota!

Eu agora tô na estrada.
Vai.
Vai.

Está bem cedo. Eu ouvi sua voz aqui, agora. Minha mente ouviu você. Que coisa, não. 
Será? A dúvida é braço direito. A gaivota não tem dúvida para onde voa, ela é certeira. Sim, eu poderia ter sido também. A gavota voa. Voa a gaivota.

Eu me recordo, eu minha memória, eu presentifico meu passado. Eu te trago de volta, eu não te deixo ir. Eu presentifico a sua falta. Eu evidencio ela aqui e agora. Ela vira alvo. 

Voa, gaivotinha. Cresce! Voa! 

Com carinho, 

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