quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Me quero

Os poemas existem 
Eles atuam
Eles estão no ar

O que eu vejo passar
O que eu sinto 
O que acontece 
Aonde vai tudo
Aonde vou eu 
Por onde vamos 
Qual a saída
Se é saída 
Se é chegada 

Qual luz me chega 
Qual dia amanhece 
Chega dia
Chega noite 
Dia e noite 
Passa tempo 
Passa luz 
Passa vida 

Em qual vida vou estar 
Qual vida vou viver 
Qual momento vou te ver 
Quando vou te amar 
Quando vou me achar 

O tempo 
A luz 
A vida 
A vida luz 
A fresta infinita 
A iluminação 
O encontro de dois 
Um encontro, um elo 
Eu e você 
Nós somos 
Cadê?
Me chamo 
Me acho 
Me quero 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Meu amor

Vem meu breu
Canta pra mim
Me encobre toda

A lua infinita 
A lua sozinha 
O luar
O olhar 
Eu sinto

É um encontro 
Deito em você 
Descobri em mim 
Quero luar
Quero nadar 
Em você 
Na boca 
Nos lábios 
No ar 

Seus lábios chegam
Se aproximam
Lábios 
Lábios 
Quero 
Chega
Vem
Encosta

Vem, lábio! 

domingo, 8 de janeiro de 2017

Fininho!

Hoje eu me despedi de você.
Hoje eu me despedi de 20 dias.

Eles falam demais esses dias.
A lua, o mar, o ano novo!

Viva, chegou 2017.

Você chegou pertinho, você chegou de fininho, você chegou e ficou.
Que receio. Ele foi diluindo na água, no mar, no olhar.
Eu te olhei, te encontrei e te admirei. Te amei com o meu gesto.
Te ouvi, te quis, te amei.
Amei.
A minha paixão não dá conta de alguns dias. A minha paixão me leva pra fora de mim.
Você me trouxe pra dentro. Me iluminou. Me ajudou a perceber que sim é tudo tão mais simples.
Minha fala é para você e para mim também. Quero teu bem, quero tua alegria, junto de mim.
Quero conhecer a Tailândia com você! E o Japão! :)

Você me apresenta um mundo novo. Um mundo de alegria. Um mundo de novas possibilidades.
Uma outra maneira de ver a vida.

Eu quero engatar nessa estrada com você, com evolução. Eu sinto que vou vencer medos com você.
Eu quero ver um novo mundo com você.
Eu quero ser um novo mundo com você.

Segura nosso batalhão. Ele vai estar sempre conosco. Nós de frente e eles de trás! Sempre juntos, com forças ido ALÉM! <3

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

PEDRA

Era como uma pedra
O mar a conhecia
Era uma pedra

Ainda se acostumava
Se deleitava
Enchia-se de amor

Era uma pedra
Só uma pedra
Se alimentava do sol
Erguia-se além
Perguntava em si
Era como um sol

Um dia de chuva
A penumbra do sol
Era então um momento
A junção, a emoção
Diante dos astros
Era como uma fagulha
Gritava aos ventos
Sentia o mar
O sal e o sol


Ajoelhou-se, rezou
Olhou o céu, o sol
Um frio chegou
O sol e o frio
O que não era simples
Ao fundo ouço
Mata-me assim

Esforço-me ao dia
Me chego em luz
Uma pedra tão esguia
Uma pedra impapável
Sozinha e curta
Ela, o sol e o tempo
É só uma pedra

É um instante.



domingo, 4 de dezembro de 2016

73 ao vivo

E não a toa, número de maluco. E não a toa, 22.

É, sinto lhe dizer, mas... Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Tá tentando abafar, ta tentando não chegar, mas... Chegou.

E só isso, mas tá bem além. Tá no seu olhar, ta nos dias de despedida, tá nessa confiança, nessa boa sensação, nessas elocubrações do tempo. Aliás, pausa. Vamos falar dele.

O tempo.
Desde quando ele foi o mesmo? Quão é nosso espanto ao acompanhá-lo? Ou melhor, não vamos acompanhar, vamos deixar ele de lado, passando e passando desapercebido. Nos espantando. Nos deixando perceber que realmente não é só isso.
Ele muda de sentido, ele muda de quantidade, ele muda.
Muda tanto que já veio de sua boca um "ainda".

Ainda (Adjetivo)
1. Até agora; até o presente. 
2. até então; até aquele tempo. 
3. até ( o tempo presente).


Há algo que não se encaixa. A fala. A ação. 
A fala segue um norte, as emoções, sensações, segue outro norte. Aliás, o norte depende do ponto de vista. Vamos olhar a lua? Ela sumiu. Mas ela esteve lá, Ele nos acompanha há um tempo. A super lua. Ela influência na terra, nos seres humanos, ela influencia na gente.

Teve teatro, teve cinema e teve amigos. Ah, os amigos. De quebra teve um irmão. Esse por ironia do destino. 

Sinto dizer, mas você já é meu namorado. Ai, que palavra assustadora. Nem sei como eu consegui digitar isso. E nem sei ser hoje é o que precisamos, Não não é. Mas vamos chegar lá. Porque não, não é só isso. Esse nosso isso é muito importante e nos uniu, de vez, sem sem devagar. Aproveitando o enlace melodramático, o sangue nos uniu. O meu período vulnerável. Você chegou com toda a força que você tinha e eu a recebi, pronta, inicialmente me assustando, mas pronta, de ventre aberto para você. 

Eu já cuidei de você. E você de mim. 

Eu já fui sua. E você já foi meu.

Os beijos são nossos elos de percepção. E eles estão atrelados ao tempo. As sensações liberam mais endorfina do que deviam. É um choque de endorfina bom. É uma conexão com a endorfina e o nosso olhar. Ai, que olhar. 




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

E agora, José ?

Aí, são tantas coisas que me perturbam. Minha mente tenta acompanhar o meu ritmo e se embola.
Eu penso até se é possível ser assim. Tenho transferido tudo para a minha arte, para o meu palco.
Há aí uma ótima mistura, instigante... Sou eu, meus sentimentos, a sensação claustrofóbica que me atormenta e todos os meus sentidos. 
Eu penso e repenso aonde poderei chegar. Que porra de geração Y é essa, meu Deus?
Eu me questiono é diferente de antigamente, agora, os meus questionamentos me movem. Transbordo, acolho, penso, revenero. 
A minha arte, ai meu Deus do céu, e tão abstrato. Eu me sinto cada vez mais artista, logo, cada vez mais angustiante, mais questionadora.
Hoje ele me seguiu por outro lugar, me persegue, quer saber de mim, me procura e não me deixa. 

Eu quero uma explicação, mas eu quero viver, encontrar novos sentidos, me achar, saber me posicionar, saber me colocar, saber que o aqui é o agora é que importam mais!

Eu quero é viver do PRESENTE!!!

Um beijo,

Christine Matos