quarta-feira, 22 de julho de 2015

O homem de verde

Hoje eu sorri, hoje eu extravasei.
Hoje, ao tocar o sino da Catedral, eu te vi lindo, sorrindo, de verde.

Eu vi o verde da tua blusa reluzindo como a luz do meu altar.
As minhas mãos gelavam.
Eu tremia.
Eu imaginei, eu quis, sim, por uns instantes.

O meu coração se encheu de alegria e de nervoso.
Nervoso nem tanto, mas ele se encheu.
Eu tive saudade, eu estou com saudades.

Eita!

É tudo fingimento, medo.
Eu podia sim falar contigo mais vezes.
Eu podia sim falar divertidamente, conversar
Eu podia tudo, eu só não posso por você.
Eu só não posso para nós.

Eu sou a saudade, eu te imaginei
Eu, com minha mente, te trouxe
Eu tremi quando falou
Quando tocou
Quando apareceu.

Eu tenho saudades, homem de verde.

Com amor.

Marrie J.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Aquieta

Te aquieta, menina. Aonde você vai com raiva e com mágoa?
Te aquieta, menina, quem vê pensa que não tem coisa vindo aí.
Te aquieta, minha flor, respira, canta e sorri.
Te aquieta menina que em breve chega o que você emaranhou.

Era uma noite, o súpeto, o ímpeto e a inquietude. O rancor daquele que é por vezes uma lembrança boa da amizade e da cumplicidade. Te aquieta que o tempo apaga as coisas e isso pode te machucar, menina. Não chora, não sofre. Queima o teu coração de amor, queima o teu coração com alegria, com esperança. Para sua boba, se acalma.

Menina de ouro
Menina morena
Menina moça
Aquieta
Te considera uma moça
Te considera um lá
Calma
Respira, moça
Menina ansiosa
Menina travessa
Menina mulher

Segue teu peito, teu coração, tua música, segue teu olfato, tua voz e tua essência, mulher.
Não se deixe com pertubações. Te acalma, mulher!

Te acalma, Fátima!

Com ternura,

Fátima M.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Fluir

Fluir como a água, como os ventos...
Fluir ou deixar rolar.

Fluir. Fluindo. Fluiu.

Respira, calma e deixa fluir.

Essa calmaria me excita de paixão, de desejo e de tortura, eu me sinto como uma pessoa prestes a fluir nessa vida. Mas, o meu fluir, nesse caso, é de alegria. Através do rigor, da prática e da total entrega. Para, olha o relógio e volta. Tic tac, tic tac. São nesse instante dezenove horas e dezenove minutos. Deixa fluir. Ouve o som calma, se espreita se alimenta e vai fluindo.
Ao amanhecer um dia novo se apresenta, se coloca e se encoraja de verdade, de reconhecimento e de prismas por você.
O dia novo se apresenta, chega, se apresenta como um dono.

Eu sou o sono que te aperta
Eu sou o sono que te chega.
Eu me aperto em sono
Eu sou um ventre livre
Eu sou eu
Eu sou você
Eu sou um pouco
Eu sou um pedaço
Eu fluo.

Eu sou andante e errante e eu fluo. FLUO. Eu F L U O. Eu FLUO. Eu F L U O.

F L U I Ç A D I S M O. um pleonasmo da fluição. Meu!

Com carinho,

Marta

sexta-feira, 3 de julho de 2015

E sou um elo

Hoje eu sou um elo.
Entre o que sou e o que desejo ser.
Hoje eu me encantei e me desencantei
O elo eu sou.

E por duas vezes me fui acometida por isso
Essa memória, mais corporal do que sei lá
Essa memória que me excita que me transforma
Eu sou essa memória do desgosto
Do entendimento

Eu começo a entender o motivo, a razão pela qual essa fissura vai, aos poucos, diminuindo, me comovendo, me transformando. Eu peço, eu rogo o novo.
Eu me encontro com o novo. Ah, o mundo se abriu nas possibilidades e eu vou nadar em todas elas.
Eu vou me agarrar em todas as forças e possibilidades. Eu me mudar, me mudar eu vou.

Hoje me importunaram
Hoje mexeram não
Hoje mexeram sim
Hoje eu quero ela
Hoje ela está diferente

Eu penso que há sempre um pouco de perversidade no mundo que te envolve e naqueles que havia alguma admiração. Eu quero a luz.Eu quero aquele que me confronta apoiando na cabicera da lealdade.

Eu quero tú, meu amado, tempo, meu amado denamó.


Com carinho,


Carolina.