segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

PEDRA

Era como uma pedra
O mar a conhecia
Era uma pedra

Ainda se acostumava
Se deleitava
Enchia-se de amor

Era uma pedra
Só uma pedra
Se alimentava do sol
Erguia-se além
Perguntava em si
Era como um sol

Um dia de chuva
A penumbra do sol
Era então um momento
A junção, a emoção
Diante dos astros
Era como uma fagulha
Gritava aos ventos
Sentia o mar
O sal e o sol


Ajoelhou-se, rezou
Olhou o céu, o sol
Um frio chegou
O sol e o frio
O que não era simples
Ao fundo ouço
Mata-me assim

Esforço-me ao dia
Me chego em luz
Uma pedra tão esguia
Uma pedra impapável
Sozinha e curta
Ela, o sol e o tempo
É só uma pedra

É um instante.



domingo, 4 de dezembro de 2016

73 ao vivo

E não a toa, número de maluco. E não a toa, 22.

É, sinto lhe dizer, mas... Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Tá tentando abafar, ta tentando não chegar, mas... Chegou.

E só isso, mas tá bem além. Tá no seu olhar, ta nos dias de despedida, tá nessa confiança, nessa boa sensação, nessas elocubrações do tempo. Aliás, pausa. Vamos falar dele.

O tempo.
Desde quando ele foi o mesmo? Quão é nosso espanto ao acompanhá-lo? Ou melhor, não vamos acompanhar, vamos deixar ele de lado, passando e passando desapercebido. Nos espantando. Nos deixando perceber que realmente não é só isso.
Ele muda de sentido, ele muda de quantidade, ele muda.
Muda tanto que já veio de sua boca um "ainda".

Ainda (Adjetivo)
1. Até agora; até o presente. 
2. até então; até aquele tempo. 
3. até ( o tempo presente).


Há algo que não se encaixa. A fala. A ação. 
A fala segue um norte, as emoções, sensações, segue outro norte. Aliás, o norte depende do ponto de vista. Vamos olhar a lua? Ela sumiu. Mas ela esteve lá, Ele nos acompanha há um tempo. A super lua. Ela influência na terra, nos seres humanos, ela influencia na gente.

Teve teatro, teve cinema e teve amigos. Ah, os amigos. De quebra teve um irmão. Esse por ironia do destino. 

Sinto dizer, mas você já é meu namorado. Ai, que palavra assustadora. Nem sei como eu consegui digitar isso. E nem sei ser hoje é o que precisamos, Não não é. Mas vamos chegar lá. Porque não, não é só isso. Esse nosso isso é muito importante e nos uniu, de vez, sem sem devagar. Aproveitando o enlace melodramático, o sangue nos uniu. O meu período vulnerável. Você chegou com toda a força que você tinha e eu a recebi, pronta, inicialmente me assustando, mas pronta, de ventre aberto para você. 

Eu já cuidei de você. E você de mim. 

Eu já fui sua. E você já foi meu.

Os beijos são nossos elos de percepção. E eles estão atrelados ao tempo. As sensações liberam mais endorfina do que deviam. É um choque de endorfina bom. É uma conexão com a endorfina e o nosso olhar. Ai, que olhar. 




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

E agora, José ?

Aí, são tantas coisas que me perturbam. Minha mente tenta acompanhar o meu ritmo e se embola.
Eu penso até se é possível ser assim. Tenho transferido tudo para a minha arte, para o meu palco.
Há aí uma ótima mistura, instigante... Sou eu, meus sentimentos, a sensação claustrofóbica que me atormenta e todos os meus sentidos. 
Eu penso e repenso aonde poderei chegar. Que porra de geração Y é essa, meu Deus?
Eu me questiono é diferente de antigamente, agora, os meus questionamentos me movem. Transbordo, acolho, penso, revenero. 
A minha arte, ai meu Deus do céu, e tão abstrato. Eu me sinto cada vez mais artista, logo, cada vez mais angustiante, mais questionadora.
Hoje ele me seguiu por outro lugar, me persegue, quer saber de mim, me procura e não me deixa. 

Eu quero uma explicação, mas eu quero viver, encontrar novos sentidos, me achar, saber me posicionar, saber me colocar, saber que o aqui é o agora é que importam mais!

Eu quero é viver do PRESENTE!!!

Um beijo,

Christine Matos