É, sinto lhe dizer, mas... Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Tá tentando abafar, ta tentando não chegar, mas... Chegou.
E só isso, mas tá bem além. Tá no seu olhar, ta nos dias de despedida, tá nessa confiança, nessa boa sensação, nessas elocubrações do tempo. Aliás, pausa. Vamos falar dele.
O tempo.
Desde quando ele foi o mesmo? Quão é nosso espanto ao acompanhá-lo? Ou melhor, não vamos acompanhar, vamos deixar ele de lado, passando e passando desapercebido. Nos espantando. Nos deixando perceber que realmente não é só isso.
Ele muda de sentido, ele muda de quantidade, ele muda.
Muda tanto que já veio de sua boca um "ainda".
Ainda (Adjetivo)
1. Até agora; até o presente.
2. até então; até aquele tempo.
3. até ( o tempo presente).
Há algo que não se encaixa. A fala. A ação.
A fala segue um norte, as emoções, sensações, segue outro norte. Aliás, o norte depende do ponto de vista. Vamos olhar a lua? Ela sumiu. Mas ela esteve lá, Ele nos acompanha há um tempo. A super lua. Ela influência na terra, nos seres humanos, ela influencia na gente.
Teve teatro, teve cinema e teve amigos. Ah, os amigos. De quebra teve um irmão. Esse por ironia do destino.
Sinto dizer, mas você já é meu namorado. Ai, que palavra assustadora. Nem sei como eu consegui digitar isso. E nem sei ser hoje é o que precisamos, Não não é. Mas vamos chegar lá. Porque não, não é só isso. Esse nosso isso é muito importante e nos uniu, de vez, sem sem devagar. Aproveitando o enlace melodramático, o sangue nos uniu. O meu período vulnerável. Você chegou com toda a força que você tinha e eu a recebi, pronta, inicialmente me assustando, mas pronta, de ventre aberto para você.
Eu já cuidei de você. E você de mim.
Eu já fui sua. E você já foi meu.
Os beijos são nossos elos de percepção. E eles estão atrelados ao tempo. As sensações liberam mais endorfina do que deviam. É um choque de endorfina bom. É uma conexão com a endorfina e o nosso olhar. Ai, que olhar.
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